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1º de Outubro – Dia Internacional do Café

O Conselho Nacional do Café (CNC) reconhece, nesta data, em que celebramos o Dia Internacional do Café, dois momentos históricos que marcaram de forma decisiva a cafeicultura brasileira e, muitas vezes, não são devidamente lembrados.

O primeiro remonta a 1981, com a criação do CNC pelo governador e chanceler Abreu Sodré, que, com sua visão de estadista, deixou um legado de grande relevância para o setor. Naquele momento, foi consolidada a integração do Conselho e das cooperativas associadas como braço operacional do Sistema OCB, hoje conduzido com excelência pelo Dr. Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras e conselheiro da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

Outro marco fundamental foi a edição, pelo então presidente da República, José Sarney, do Decreto-Lei nº 2.295, de 21 de novembro de 1986, que criou o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O Funcafé se consolidou ao longo dos anos como o verdadeiro Banco do Produtor de Café do Brasil, sendo responsável por alavancar investimentos em ciência, pesquisa e tecnologia por meio de instituições como a Embrapa, das empresas de pesquisa estaduais, universidades e fundações. Atualmente, o Fundo conta com mais de R$ 7,187 bilhões em recursos, fortalecendo uma atividade que coloca o Brasil como maior produtor e exportador mundial de café, presente em 17 estados, seis biomas e 1.983 municípios, gerando cerca de 8,4 milhões de empregos e envolvendo 330 mil produtores, sendo 78% pequenos cafeicultores.

Esses avanços fizeram do café um dos pilares da economia nacional, ocupando o quarto lugar da balança comercial brasileira (Volume Bruto da Produção Agropecuária) e garantindo desenvolvimento sustentável para as regiões produtoras, onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) se destaca acima da média nacional.

Nesta data especial, o CNC também presta homenagem à Organização Internacional do Café (OIC), que ao longo de sua história, iniciada em 1963, contou com importantes lideranças brasileiras em sua presidência e hoje tem como diretora executiva a brilhante brasileira Vanusia Nogueira. Apenas em um momento de sua história a OIC não foi dirigida por um brasileiro, quando o embaixador colombiano Nestor Osório esteve à frente da entidade. Ressaltamos ainda a atuação do Itamaraty, por meio da Rebraslon (Representação Permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais em Londres), representada competentemente pelo embaixador José Augusto Silveira de Andrade, que fortalece a presença do Brasil no cenário internacional da cafeicultura.

O Conselho Nacional do Café rende, assim, o seu reconhecimento a todos que constroem a história do nosso setor — cooperativas, associações, entidades e os produtores. Graças a esse trabalho conjunto, próximo de completar três séculos no Brasil, a cafeicultura brasileira segue como referência mundial, não apenas pela produção e qualidade, mas também pela contribuição ao desenvolvimento econômico, social e ambiental do país.

Essa é a homenagem do CNC, em nome de toda a cadeia produtiva, ao Dia Internacional do Café.

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