
O mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) segue operando com elevada volatilidade, refletindo a disputa entre fatores baixistas e altistas. De um lado, o avanço da colheita brasileira e as projeções de uma safra recorde em 2026 reforçam as expectativas de maior oferta global. De outro, as preocupações com o clima, o ritmo mais lento da colheita e a redução dos estoques certificados mantêm os investidores cautelosos e dão sustentação às cotações.
Ontem, o contrato setembro/26 do café arábica encerrou cotado a 276,40 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,29% (80 pontos). Na semana, a alta foi de 3,21% (860 pontos).
Em Londres, no mercado de café robusta da ICE Futures Europe, o contrato setembro/26 avançou US$ 57 (1,58%), encerrando o dia a US$ 3.662 por tonelada. Até aqui, a subida semanal está marcada em 1,95% (70 dólares).
O dólar fechou em queda a sessão, a R$5,177 (0,059%), mas acumula leve alta de 0,23% na semana.
No mercado físico brasileiro, os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, registraram nova valorização das cotações. As negociações foram encerradas a R$ 1.530,95 por saca e a R$ 1.054,04 por saca, com variações semanais positivas de 1,80% e 2,74%, respectivamente.
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