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Café: clima e colheita no Brasil seguem sendo fundamentos mais fortes para o mercado


A semana do mercado de café está se encerrando em movimento de oscilação. O clima e o ritmo da colheita no Brasil, continuando definindo os principais fundamentos no mercado internacional no momento, o que impacta diretamente os estoques mundiais, que estão baixos.

O contrato setembro/26 em Nova York, o mais líquido, fechou ontem (06) em baixa de 1,61% (525 pontos), a 321,65 centavos de dólar por libra-peso. Na semana, o acúmulo de perdas foi de 3,15% (1.045 pontos).

No mercado de café robusta da Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), os futuros seguiram caminho de baixa nesta quinta-feira. Setembro/26 apresentou desvalorização de 2,39% (93 dólares), fechando a 3.798 dólares a tonelada. No entanto, o encerramento semanal apresenta alta de 0,42 (16 doláres).

O dólar à vista encerrou a sessão de ontem em queda de 0,41%, a R$ 5,1073. A moeda americana avançou até aqui 0,72% na semana.

Uma frente fria que se formou sobre o Sul do Brasil ontem (6) vai avançar para a região Sudeste nesta sexta-feira, trazendo fortes rajadas de ventos, de até 80 km/h, e nuvens carregadas, que se espalham pelo Estado de São Paulo, por áreas do Rio de Janeiro e do sul de Minas. Segundo a Climatempo, uma segunda frente fria vai avançar rapidamente sobre o Sul do Brasil amanhã (8), e vem associada a uma intensa massa de ar frio de origem polar. Santa Catarina e Paraná também vão sentir uma acentuada queda da temperatura ao longo do domingo.

“Em áreas do sul e leste de São Paulo, Estado do Rio, no sul de Minas, na Zona da Mata mineira, e no Espírito Santo espera-se uma queda de temperatura moderada a forte a partir da segunda-feira (10). Todas essas áreas vão passar grande parte da próxima semana, entre 10 e 14 de agosto, com grande quantidade de nuvens, chuva ocasional e a presença desse ar frio de origem polar. A pouca presença do sol vai contribuir para manter uma sensação de frio durante vários dias”, prevê a Climatempo.

A estimativa mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostra 97% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início da primavera de 2027. Além da intensificação do El Niño, que poderá bater o recorde dos demais eventos, pelo menos desde 1950, a Climatempo alerta que os impactos do fenômeno devem ser sentidos por todo o verão 2026/27. “Este El Niño deve se estender por um tempo maior do que o normal, e o enfraquecimento deve ocorrer no decorrer do outono de 2027”, disse a Climatempo.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, informaram que os preços do café arábica e robusta recuaram ontem. As negociações foram encerradas a R$ 1.727,89 por saca e a R$ 1.090,51 por saca, com variações semanais negativa de 0,93% e de 0,19%, respectivamente.

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