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Comitês técnicos do Conselho Nacional do Café

Soluções estratégicas para uma cafeicultura competitiva, sustentável e integrada

O Conselho Nacional do Café é uma entidade que representa o setor da produção cafeeira. Ao todo 64 cooperativas, associações e instituições são membros do CNC. Os comitês buscam atender as demandas do setor, através de ações práticas sustentáveis, são eles: Comunicação, Estatística, Pesquisa & Tecnologia e Sustentabilidade.

Os comitês são compostos por líderes indicados por suas cooperativas e têm o papel de articular competências na rede, além de harmonizar e propor iniciativas de interesse do setor. A indicação do coordenador dos comitês é feita pelos seus membros.

Objetivos dos comitês

  • Desenvolver projetos que tragam melhorias constantes para cafeicultura
  • Identificar os desafios e fatores críticos em regiões produtoras 
  • Discutir temas da cafeicultura para trazer soluções para seus associados e propagar o que o CNC representa em prol dos seus associados
  • Apresentar demandas para que o CNC atue junto às entidades governamentais e ao Congresso

Comitê de Comunicação

É um ambiente para a promoção da intercooperação e desenvolvimento de ações em áreas estratégicas para a cafeicultura brasileira.

Foi estruturado para desempenhar o importante papel na difusão das ações realizadas pelo Conselho e de suas cooperativas em prol dos cafeicultores, como forma de apresentar todo o trabalho desenvolvido para a cafeicultura brasileira, levando cada vez mais informações de qualidade àqueles que precisam.

Este comitê é fundamental para que as informações cheguem aos cafeicultores no momento correto; e o segmento da produção, organizado em cooperativas e associações, seja devidamente valorizado pela sua importância, pois é a base de sustentação da cadeia produtiva do café.

Os seguintes assuntos foram elencados pelos membros durante as reuniões:  comunicação dos trabalhos desenvolvidos pelo CNC, valorizando-o como entidade de representação da cafeicultura nacional. O foco da comunicação do CNC deve ser as cooperativas e as associações, que possuem capilaridade para fazer as informações chegarem aos produtores rurais. Para tanto, sugeriu-se a criação de release sobre o CNC e uma campanha para a comemoração dos 40 anos da entidade; sistematização de dados e informações da cafeicultura nacional e mundial, tornando-os acessíveis às áreas de comunicação das cooperativas e associações.

O comitê de comunicação também criou um banco de ideias para início de implantação no ano de 2021 e sequência em 2022: Revista Radar CNC; CNC em ação; Concurso de fotos dos produtores; Melhoria da gestão das Redes sociais; Rádio CNC; Vídeos informativos; Impulsionamento de conteúdo; Destaque para o Momento “Sua cooperativa”; Criação do Prêmio “Melhor ideia: trabalho social no campo”; Implantação da Campanha para “aumento do consumo de café”; Lançamento do programa “Direito no campo”; Criação do Programa Café Global; Implantação da Campanha “Lavoura Segura”.

Comitê de Estatística

O coordenador eleito para dirigir este comitê foi o Superintendente Comercial da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca (Cocapec), Ricardo Lima. O Comitê exerce uma maior aproximação com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), no intuito de contribuir no desenvolvimento da metodologia de levantamento de safras, estimativa do parque cafeeiro e custos de produção.

O apoio do setor cafeeiro a estatal visa o intercâmbio de informações e dados contribuindo para resultados transparentes e de maior credibilidade reduzindo a volatilidade do mercado, oferecendo maior estabilidade de preços, e assim, garantindo a renda do produtor.

Ações do Comitê

A instalação do Comitê de Estatística do CNC aconteceu no dia 14 de abril de 2021. Veja quem faz parte deste comitê:

Coordenador Ricardo Lima (Superintendente Comercial da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca – Cocapec)

  • Éder Ribeiro dos Santos, Coordenador de Desenvolvimento Técnico Geoprocessamento da Cooxupé;
  • Carlos Augusto Pandolfi, Gerente Corporativo Agrícola, Comercial de lojas, Gestão e Logística de Armazéns da Cooabriel;
  • Alexandre Costa Ferreira, Analista de Mercado do Sistema OCB/ES;
  • Creiciano Garcia Paiva, Analista de Monitoramento do Sistema OCB/ES;
  • Jozielton Freire, Analista de Comercialização de Café da Coopeavi;
  • Saionara Buss Wendler da Cooabriel;
  • Heberson Vilas Boas Sastre, Trader da Minasul;
  • Carlos Alberto Mesquita Rabello Junior, Engenheiro Agrônomo, Representante Técnico de Vendas da Cocatrel;
  • Juliano Tarabal da Federação dos Cafeicultores do Cerrado;
  • Renata Vaz da Cooabriel.

A finalidade do comitê de estatística é o aperfeiçoamento de números através da metodologia utilizada pela Conab em parceria com o Comitê, e a inclusão de regiões e municípios, citou a inclusão do município de Três Pontas-MG, cuja a produção influencia diretamente nos levantamentos que são realizados pela empresa que, contando com o apoio do comitê, evitará a especulação por parte do mercado e consequentemente a influência sobre os preços praticados.

E como estratégia, o desenvolvimento, junto a Instituições de Pesquisa, de modelos de previsão de safra, custos de produção e preços mínimos e parque cafeeiro.

Foram realizadas reuniões com a área técnica da Diretoria de Política Agrícola e Informações da Conab para viabilizar a contribuição das cooperativas e associações e, assim, disponibilizar técnicos para auxiliar no levantamento de dados.

Durante um dos encontros com a Conab a lacuna pontuada foi a falta de recurso humano e financeiro para atender as demandas do setor e, assim, manter os números atualizados. Não há necessidade da atualização anual do mapa do parque cafeeiro (disponível no link https://portaldeinformacoes.conab.gov.br/mapeamentos-agricolas.html), haja vista o cafeeiro ser uma cultura perene, mas há espaços para melhorias e para colaboração com as cooperativas.

Pontos destacados para o aprimoramento da metodologia para previsão de safra de café foram, (i) calendário de levantamento e avaliação da safra de café; (ii) questionário de levantamento de dados; (iii) análise fitotécnica remota e visual e mercadológica; análise geotecnológica, como precipitação acumulada, temperaturas e desvios em relação à média histórica, além das informações de campo); e análise do quadro de suprimento do produto; (iv) modelos estatísticos para estimativa da produtividade como: séries temporais; Box-jenkins para séries estacionárias; auto regressivos, integrados e médias móveis.

No dia 17 de junho de 2021 o comitê se reuniu para trocar experiências e metodologias de estimativa de safra de café realizadas por cada associado ao CNC. O comitê contou com a valorosa contribuição do presidente da Procafé, José Edgar, para debater e trazer transparência, para todos, a respeito da metodologia utilizada pela instituição no Levantamento dos danos provocados pelas últimas geadas (julho) em lavouras cafeeiras. A fundação vem desempenhando o papel de pesquisa antes mesmo da extinção do IBC, e que após sua extinção passou a oferecer apoio e suporte a outras instituições.

O pesquisador, José Braz Matiello apresentou o levantamento realizado pela instituição. A avaliação foi realizada em dois níveis complementares, (a) pesquisa em campo, junto as áreas e produtores afetados, levantamento dos dados por meio de questionário e visita técnica; (b) levantamento por imagens de satélite, estimativa da extensão da área afetada. As áreas levantadas foram em MG, SP e PR. Em MG, o Sul / Oeste, o Alto Paranaíba e o Triangulo Mineiro. Em SP as principais regiões cafeeiras, com destaque para a Mogiana. No PR, todas as regiões cafeeiras com destaque para o norte pioneiro.

Comitê de Pesquisa & Tecnologia

Com o foco de abordar assuntos que dizem respeito à produção cafeeira e comercialização do grão o comitê foi criado. Buscar soluções tecnológicas inovadoras para adequar manejos para condução das lavouras de café e garantir a segurança alimentar são prioridades do comitê.

Alguns eixos importantes citados na criação deste Comitê em 2018 ganharam reforço em 2021, como os onze principais projetos desenvolvidos na área de Tecnologia e Pesquisa, a participação direta na construção da Agenda Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, orientando os projetos prioritários inclusive direcionando o orçamento.

Membros do Comitê sugeriram alguns assuntos a serem desenvolvidos:

  • Amoca:  sugeriu os temas Segurança Alimentar e Agricultura Familiar para posterior discussão
  • Coopeavi:  explicou sobre a cafeicultura de montanha da região, a dificuldade em aplicação de tecnologias e a difusão das tecnologias voltadas à produção de cafés especiais e ressaltou algumas ações voltadas à tecnologia como o uso de CRM no campo
  • Coopbac:  aproveitou a oportunidade para compartilhar sobre as tecnologias voltadas à produção de cafés especiais (Conilon) e a implantação de usina adensamento de cafezais.
  • Sicoob Norte e também produtor de café Conilon, citou a cafeicultura 4.0 e a conectividade no campo.
  • A Cooxupé: explicou sobre a formação da cooperativa e a valorização dos órgãos de pesquisa e extensão rural. Reforçou a importância do tema Segurança Alimentar e citou a preocupação com a imagem do café brasileiro no exterior com foco na tecnologia de aplicação de defensivos (limite máximo de resíduos – LMRs). Sugeriu também uma pesquisa para o uso correto de tecnologias como o drone na cafeicultura de montanha.

Outros assuntos importantes foram discutidos no ano de 2021, por exemplo: Participação dos representantes do Consórcio Embrapa Café e sua contribuição na produção com custos mais baixos e menor uso de defensivos; Conhecimento plano de trabalho do consórcio e quais as necessidades que precisam ser atendidas para orientação dos produtores; Explicação sobre a carteira de projetos da Embrapa Café na organização de pesquisa. Segurança Alimentar na Cafeicultura: em relação ao manejo das lavouras, houve exposição sobre casos de lotes de café recusados em função de LMR’s excedidos dos seguintes ingredientes ativos; Manejo de pragas de armazenagem: exposição sobre o grande risco de problemas com resíduos devido à falta de produtos registrados para uso nos armazéns de café; Projeto Café Carbono Neutro: desenvolvimento de um projeto relacionado a mercado de carbono, com o objetivo de agregar valor aos grãos e gerar renda aos cafeicultores; Avaliação da Apresentação da Embrapa Café: reforçou a necessidade do Comitê ter acesso aos 95 projetos de pesquisa da carteira atual do Consórcio para que os membros de cada região (Sul de Minas, Cerrado e Espírito Santo) realizarem uma avaliação crítica; A retomada de projetos de pesquisa e transferência tecnológicas voltados às pragas de armazenagem, citando o exemplo do Centreinar (UFV); A mitigação dos gases de efeito estufa no setor agropecuário e foi apresentado o Inventário da Sustentabilidade, por Regis Salles da Moteccer.

Comitê de Sustentabilidade

O comitê tem como objetivo trazer visibilidade para as ações e gestos que são realizados diariamente nas lavouras comprovando a sustentabilidade da produção cafeeira brasileira.

Além disso, busca apresentar novas práticas sustentáveis que atendam os anseios dos consumidores, e as demandas vindas do campo, que agregam valor e geram renda ao produtor, com preservação do meio ambiente.

Ações do Comitê

O comitê discutiu o planejamento estratégico e pautas de sustentabilidade em andamento no CNC – um ambiente de intercooperação, e destacou a importância do envolvimento do Comitê de Sustentabilidade na construção dos posicionamentos do CNC junto as certificadoras.

Comentários dos membros sobre os assuntos a serem desenvolvidos no Comitê de Sustentabilidade do CNC:

  • Coopbac – elencou que os produtores capixabas ainda sofrem com os efeitos da crise hídrica de 2017/18, além da elevação dos custos de produção, a falta de mão de obra e aplicação da legislação trabalhista no campo como prioridades.
  • Cooxupé – comunicação da sustentabilidade da cafeicultura brasileira aos consumidores.
  • Coomap – confirmou as sugestões da pauta, sugeriu foco na comunicação internacional, divulgando nas redes sociais o que está sendo feito para promover a sustentabilidade da cafeicultura brasileira, minimizando inclusive os impactos negativos no que tange a trabalho escravo haja vista não ser regra no Brasil.
  • Monteccer – Reiterou todos os pontos alavancados em pauta, levantamento para identificar o valor que é gerado ao produtor por cada programa de sustentabilidade. Relacionar com todas as certificadoras. Também atentar para as exigências de análises de LMR’s por parte dos compradores.
  • Coapeja – foco no produtor. Aproximar o CNC dos cafeicultores, principalmente dos pequenos.
  • BSCA – interface com o comitê de comunicação.

Entre as pautas mais destacadas no âmbito do Comitê estão: Os aspectos sociais da Norma Rainforest Alliance (RFA) 2020; Baseline Coffee Code (Lista de Defensivos): através do BCC, a Plataforma Global do Café (GCP) que pretende definir o que é uma cafeicultura sustentável e, por isso, o setor deve prestar atenção e enviar suas contribuições à consulta que está em andamento; Estratégia de comunicação da sustentabilidade da cafeicultura brasileira: Apresentação do projeto em desenvolvimento pela BSCA; A produção de café carbono neutro – desafios do campo; A experiência Café Glifosato Zero; A relação entre as condições agrometeorológicas e as fases fenológicas do cafeeiro; Os mecanismos de Gestão de Riscos; Os Códigos 4C: experiências no campo e, finalizando, o Novo programa de certificação da Rainforest Alliance: práticas sustentáveis de produção.

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