
O mercado futuro do café arábica voltou a encerrar a semana sob forte volatilidade na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Os contratos de vencimento mais próximo chegaram a tocar o menor patamar em cerca de nove meses, influenciados pelo avanço inicial da colheita no Brasil. Ainda assim, fatores como incertezas climáticas, comportamento do câmbio, ausência de solução para o conflito no Oriente Médio e outros elementos de instabilidade seguiram oferecendo sustentação às cotações.
O contrato julho/26, principal referência no curto prazo, avançou ontem 1,90% (510 pontos), encerrando o pregão a 273,40 centavos de dólar por libra-peso. Na semana, o ganho acumulado foi de 2,44% (650 pontos).
Em Londres, no mercado de café robusta da ICE Futures Europe, os contratos também acompanharam o movimento positivo observado em Nova York. O vencimento julho/26 subiu 2,13% (71 dólares), fechando a 3.399 dólares por tonelada. No acumulado da semana, a valorização foi de 1,01% (34 dólares).
No câmbio, o dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,0012, com leve recuo de 0,04%. Na semana, a moeda norte-americana acumula queda de 1,31%, embora ainda registre alta de 0,98% em maio, depois de ter recuado 4,36% em abril. Em 2026, a desvalorização acumulada chega a 8,89%.
No mercado físico, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontaram alta nas cotações do café arábica ontem, em meio à expectativa de condições climáticas adversas associadas ao fenômeno El Niño e seus possíveis reflexos negativos sobre a produtividade das lavouras. As negociações foram encerradas a R$ 1.614,77 por saca e a R$ 921,88 por saca, com variações semanais negativas de 1,41% e 0,89%, respectivamente.
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