
O mercado futuro de café arábica encerra a semana na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) aproximando-se novamente de 300 centavos de dólar por libra-peso no curto prazo, embora ainda sob forte volatilidade. A instabilidade persiste diante das incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio — que mantém o petróleo em alta — e das dúvidas quanto à oferta global de café, fatores que têm provocado amplas oscilações nas cotações.
O contrato de arábica com vencimento em maio/26, o mais negociado, encerrou ontem (12) com avanço de 1,57% (450 pontos), cotado a 291,90 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,48 (140 pontos) na semana.
Os futuros de robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) para entrega em maio/26 também encerraram o pregão em alta, após quedas registradas nos dias anteriores. O contrato fechou a 3.625 dólares por tonelada, representando um ganho de 2,03% (72 dólares). No acumulado, a queda semanal foi de 3,90 (147 dólares).
O dólar à vista terminou o dia com valorização de 1,61%, cotado a R$ 5,2423 — ultrapassando R$ 5,20 no fechamento pela primeira vez na semana. Na semana, a queda foi quase nula de 0,03%.
Para abril, não se espera a chegada de frentes frias significativas ao Brasil. Segundo a Climatempo, a primeira massa de ar polar mais intensa do outono deve atingir o país entre o final de maio e o início de junho, podendo causar frio rigoroso e risco de geadas no Sul, além de temperaturas mínimas próximas de 10°C na capital paulista. A analista de previsão climática da Climatempo, Ana Clara Marques, ressalta que “essa projeção é de longo prazo e ainda pode ser ajustada, tanto para mais quanto para menos frio, conforme avancem as semanas”.
No mercado físico, o Cepea/Esalq (USP) relatou que os preços domésticos do café subiram ontem, acompanhando o movimento de alta nos mercados internacionais, motivado pelo agravamento do cenário no Oriente Médio e pela possibilidade de o Irã restringir ainda mais o tráfego de mercadorias no Estreito de Ormuz.
As negociações foram concluídas a R$ 1.901,07 por saca, baixa semanal de 0,63%, e a R$ 1.011,41 por saca, 5,54% negativo na semana, respectivamente.
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