No dia 10 de junho de 2026, o Conselho Nacional do Café (CNC) completou 45 anos de atuação em defesa da cafeicultura brasileira. São mais de quatro décadas de trabalho dedicadas à representação das cooperativas, produtores e associações, contribuindo para a construção de políticas públicas, o fortalecimento do setor e a valorização de uma das atividades econômicas mais importantes do país.
Fundado em 1981 pelo Chanceler Abreu Sodré, em São Paulo, o CNC nasceu da necessidade de organizar a representação da produção cafeeira nacional em um período marcado por grandes transformações. Desde então, consolidou-se como um dos principais fóruns privados de discussão e articulação da cafeicultura brasileira, reunindo lideranças cooperativistas e representantes da produção em torno de objetivos comuns.
Ao longo de sua trajetória, a entidade participou ativamente dos principais momentos da história recente do setor. Um dos mais marcantes foi a extinção do Instituto Brasileiro do Café (IBC), em 1990. A mudança representou uma profunda transformação na forma de organização da cafeicultura brasileira, exigindo maior protagonismo das entidades representativas e dos próprios produtores. O Conselho Nacional do Café apoiou os deputados federais Silas Brasileiro e Carlos Melles para a formalização do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), em 1996, que até os dias atuais é o colegiado que cuida dos interesses da cafeicultura nacional.
Nesse contexto, o CNC assumiu papel estratégico na defesa dos interesses da produção, contribuindo para a reorganização institucional do setor e fortalecendo a interlocução entre a base produtiva e o poder público. O trabalho desenvolvido ao longo desses anos ajudou a garantir que a cafeicultura continuasse contando com instrumentos fundamentais para sua sustentabilidade e competitividade.
Guardião do Funcafé
Entre as principais contribuições do Conselho Nacional do Café está a defesa permanente do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), reconhecido como um dos mais importantes instrumentos de apoio à produção cafeeira nacional.
O Funcafé desempenha papel essencial no financiamento da atividade, apoiando a comercialização, a recuperação de lavouras, os investimentos produtivos e a permanência dos cafeicultores no campo. Ao longo das últimas décadas, o CNC consolidou-se como um dos principais defensores da preservação dos objetivos e da destinação dos recursos do Fundo.
Essa atuação sempre contou com o apoio das entidades da iniciativa privada que integram o CDPC, entre elas o próprio CNC, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A união dessas entidades contribuiu para fortalecer a política cafeeira brasileira e assegurar que os recursos do Funcafé continuassem atendendo às necessidades do setor.

A força do cooperativismo
A história do CNC está diretamente ligada ao cooperativismo. Como braço operacional do Sistema OCB para a cafeicultura, a entidade desempenha papel fundamental na articulação das demandas das cooperativas e dos produtores, transformando necessidades do campo em propostas e ações concretas.
Essa relação foi decisiva para consolidar uma representação forte, legítima e conectada à realidade da produção brasileira, permitindo que o setor avançasse em temas como crédito rural, sustentabilidade, pesquisa, inovação e competitividade.
Modernização e fortalecimento institucional
Ao longo de seus 45 anos, o CNC também soube evoluir. Um dos marcos desse processo foi a modernização de sua estrutura de governança, com a criação do cargo de Presidente Executivo, apoiado pela figura do Coordenador-Geral, iniciativa que ampliou a capacidade operacional da entidade e fortaleceu sua atuação institucional.
A medida refletiu a compreensão de que a crescente complexidade dos desafios da cafeicultura exige uma estrutura cada vez mais preparada para atuar junto aos diferentes atores da cadeia produtiva, do governo e da sociedade.
Pesquisa, sustentabilidade e inovação
A cafeicultura brasileira passou por profundas transformações nas últimas décadas. O aumento da produtividade, a melhoria da qualidade, a expansão dos cafés diferenciados, a mecanização, a rastreabilidade e a adoção de práticas sustentáveis demonstram a capacidade do setor de se reinventar.
O CNC acompanhou e apoiou essa evolução, incentivando o fortalecimento da pesquisa cafeeira, o desenvolvimento tecnológico e iniciativas voltadas à sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Temas como mudanças climáticas, rastreabilidade, boas práticas trabalhistas, carbono neutro, conservação dos recursos naturais e atendimento às exigências dos mercados internacionais passaram a ocupar posição estratégica na agenda institucional da entidade.
Representação internacional
A atuação do CNC ultrapassa as fronteiras brasileiras. Ao longo de sua história, a entidade participou de importantes fóruns internacionais relacionados ao café, levando a visão dos produtores brasileiros para os principais espaços de debate global.
A presença junto à Organização Internacional do Café (OIC), ao Fórum dos Países Produtores de Café, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a outras instâncias internacionais reforça o compromisso da entidade com a defesa da competitividade, da sustentabilidade e da imagem da cafeicultura brasileira no exterior.
Homenagem às lideranças que construíram essa história
Ao celebrar seus 45 anos, o CNC presta homenagem a todos os presidentes, conselheiros, dirigentes, cooperativas, associações, técnicos, pesquisadores e colaboradores que contribuíram para sua trajetória.
Entre as lideranças históricas, merece destaque o chanceler Abreu Sodré, idealizador e fundador do Conselho Nacional do Café, cuja visão foi fundamental para a criação de uma entidade capaz de unir a produção cafeeira em torno de objetivos comuns.
O legado dessas lideranças continua presente na missão institucional do CNC e inspira as novas gerações que assumem a responsabilidade de conduzir a entidade rumo ao futuro.

Olhando para os próximos anos
Chegar aos 45 anos representa muito mais do que celebrar conquistas do passado. Significa renovar compromissos e preparar-se para os desafios do futuro.
Mudanças climáticas, exigências internacionais, sucessão familiar, sustentabilidade, inovação, agricultura regenerativa, rastreabilidade, transformação digital e competitividade exigem uma atuação cada vez mais estratégica e articulada.
Nesse cenário, o CNC reafirma seu compromisso de continuar atuando firmemente na defesa da renda do produtor, da manutenção e fortalecimento do Funcafé, do diálogo com o Governo Federal, o Congresso Nacional, os ministérios, as cooperativas e as demais entidades representativas do setor.
A cafeicultura brasileira é uma atividade de enorme relevância econômica, social e ambiental. Gera 8.4 milhões de empregos, promove desenvolvimento regional, impulsiona exportações, sendo o quarto produto do agro na Balança Comercial, preserva tradições e projeta o Brasil como referência mundial na produção de café.
Ao completar 45 anos, o Conselho Nacional do Café renova sua missão de representar quem produz, defender os interesses da cafeicultura brasileira e contribuir para a construção de um futuro cada vez mais sustentável, competitivo e próspero para o setor.

Mensagem de Silas Brasileiro – Presidente do Conselho Nacional do Café
Ao celebrarmos os 45 anos do Conselho Nacional do Café, é impossível olhar para essa trajetória sem expressar nossa profunda gratidão a todos que ajudaram a construir esta história.
Meu reconhecimento especial ao doutor Márcio Lopes de Freitas, cuja liderança à frente do Sistema OCB sempre foi uma referência para o cooperativismo brasileiro e para a cafeicultura nacional. Seu apoio permanente ao CNC foi fundamental para fortalecer nossa atuação institucional e consolidar a representação das cooperativas e dos produtores em todo o país.
Estendo também minha homenagem aos dirigentes das cooperativas, que diariamente transformam desafios em oportunidades e fazem do cooperativismo uma das maiores forças da cafeicultura brasileira. São homens e mulheres que acreditam na união, no trabalho coletivo e na capacidade de construir soluções para o setor.
Nossa gratidão aos ex-presidentes do CNC, que dedicaram tempo, conhecimento e liderança para que a entidade chegasse aos seus 45 anos com credibilidade, respeito e relevância. Cada gestão deixou sua contribuição, enfrentou os desafios de seu tempo e ajudou a preparar o caminho para as gerações seguintes.
Agradeço igualmente aos conselheiros, atuais e os que passaram, que sempre contribuíram com visão estratégica, compromisso e espírito público na defesa da cafeicultura brasileira.
Reconhecemos também a importância dos governantes, parlamentares, ministros, secretários, técnicos e servidores públicos que, ao longo dessas décadas, mantiveram um diálogo construtivo com o setor produtivo, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao café.
Nosso agradecimento às entidades da iniciativa privada que compõem o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) — CNA, ABIC, ABICS, Cecafé e demais parceiros institucionais — que, juntamente com o CNC, ajudaram a construir consensos, fortalecer a política cafeeira e preservar instrumentos fundamentais como o Funcafé.
Agradecemos ainda aos pesquisadores, extensionistas, técnicos, colaboradores, parceiros institucionais, comunicadores e a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para o fortalecimento da cafeicultura brasileira.
Também queremos registrar nosso sincero agradecimento à imprensa brasileira, especializada, nacional e regional, que ao longo de todos esses anos tem acompanhado e divulgado não apenas as ações do Conselho Nacional do Café, mas os avanços, desafios e conquistas de toda a cafeicultura nacional. O trabalho dos profissionais de comunicação é fundamental para levar informação de qualidade à sociedade, dar visibilidade ao setor e valorizar a importância econômica, social e ambiental do café para o Brasil.
Rendemos, igualmente, uma homenagem especial aos colaboradores do CNC. Nossa equipe pode ser pequena em número, mas é enorme em dedicação, compromisso e profissionalismo. São homens e mulheres que, diariamente, trabalham com empenho, responsabilidade e espírito de serviço para fortalecer a entidade, apoiar seus associados e contribuir para que a cafeicultura brasileira esteja cada vez mais preparada para enfrentar seus desafios e aproveitar suas oportunidades.
Por trás de cada reunião, projeto, posicionamento institucional, evento, estudo, articulação ou ação de comunicação, existe o esforço silencioso e competente de pessoas que acreditam na missão do CNC e na importância do café para o desenvolvimento do Brasil.
E, acima de tudo, nossa homenagem aos produtores e às suas famílias. São eles a razão de existir do CNC, junto de suas cooperativas. São eles que, com trabalho, dedicação e perseverança, fazem do Brasil uma referência mundial na produção de café.
Os 45 anos do Conselho Nacional do Café pertencem a todos vocês.
Que possamos seguir unidos, honrando o legado construído pelas gerações que nos antecederam e preparando, com responsabilidade e visão de futuro, os próximos capítulos da história da cafeicultura brasileira.
Muito obrigado a todos
Silas Brasileiro
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Assessoria de Comunicação CNC
Alexandre Costa – alexandrecosta@cncafe.com.br / imprensa@cncafe.com.br
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