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Funcafé 2026/2027: publicado o resultado final do credenciamento das instituições financeiras que irão operar R$ 7,37 bilhões

O Conselho Nacional do Café (CNC), guardião do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), cumprindo seu papel de informar sobre o andamento do Fundo, comunica que a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/MAPA), publicou o resultado final da análise das propostas e da documentação apresentadas pelas instituições financeiras interessadas em operar os recursos do Funcafé na safra 2026/2027.

O resultado refere-se ao Edital de Chamamento Público nº 001/2026, que atualiza o Edital de Credenciamento nº 002/2025, e contempla as instituições habilitadas após análise técnica conduzida pela Comissão de Contratação da SPA/MAPA, conforme os critérios estabelecidos pelas Portarias MAPA nº 698/2024 e nº 907/2026.

Ao todo, foram credenciadas 36 instituições financeiras públicas, privadas, cooperativas de crédito e bancos de desenvolvimento, que terão à disposição um montante de R$ 7,368 bilhões para operacionalizar as diversas linhas de financiamento do Funcafé. Os recursos atenderão demandas estratégicas da cafeicultura brasileira, como custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro para cooperativas e indústrias, além da recuperação de cafezais danificados.

Instituições financeiras credenciadas para operar os recursos do Funcafé 2026 – por ordem alfabética

Instituição FinanceiraValor atribuído (R$)
1Banco ABC Brasil S.A.212.684.322,00
2Banco BMG S.A.211.370.859,00
3Banco BNP Paribas Brasil S.A.70.200.032,00
4Banco Bradesco S.A.349.822.259,00
5Banco BOCOM BBM S.A.139.949.601,00
6Banco de Brasília S.A. – BRB36.635.363,00
7Banco BTG Pactual S.A.212.684.322,00
8Banco Citibank S.A.6.000.000,00
9Banco C6 S.A.120.000.000,00
10Bank of China (Brasil) Banco Múltiplo S.A.182.684.322,00
11Banco Cooperativo Sicoob S.A.428.125.967,00
12Banco Cooperativo Sicredi S.A.499.324.677,00
13Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. – BDMG291.518.548,00
14Banco do Brasil S.A.378.974.112,00
15Banco do Estado do Espírito Santo – Banestes S.A.194.269.863,00
16Banco Fibra S.A.255.855.402,00
17Banco Guanabara S.A.60.000.000,00
18Banco Industrial do Brasil S.A.224.212.499,00
19Banco Inter S.A.227.656.688,00
20Banco Itaú Unibanco S.A.349.822.258,00
21Banco Rabobank Internacional Brasil S.A.248.214.838,00
22Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE2.000.000,00
23Banco Ribeirão Preto S.A.87.455.565,00
24Banco Safra S.A.275.855.402,00
25Banco Santander (Brasil) S.A.349.822.258,00
26Banco Votorantim S.A.285.855.402,00
27Cooperativa Central de Crédito, Poupança e Investimento dos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro – Central Sicredi PR/SP/RJ60.000.000,00
28Cooperativa Central de Crédito, Poupança e Investimento do Sul e Sudeste – Central Sicredi Sul/Sudeste332.819.838,00
29Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais Ltda. – Sicoob Central Crediminas461.147.808,00
30Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo – Sicoob Central ES349.822.257,00
31Cooperativa Central de Crédito com Interação Solidária – Central Cresol Baser163.349.212,00
32Cooperativa Central de Crédito e Investimento com Interação Solidária – Central Cresol Sicoper4.000.000,00
33Cooperativa Central de Crédito do Estado de São Paulo – Sicoob São Paulo222.550.212,00
34Central de Cooperativas de Crédito Ltda. – CrediSIS3.200.000,00
35Central Sicoob Uni de Cooperativas de Crédito31.628.581,00
36Central das Cooperativas de Crédito Unicoob – Sicoob Central Unicoob39.200.032,00
TOTALRecursos credenciadosR$ 7.368.712.499,00

Para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, a conclusão desta etapa representa mais um importante avanço para garantir que os recursos do Fundo cheguem ao setor com agilidade e ampla capilaridade.

“O credenciamento das instituições financeiras é uma etapa essencial para que o Funcafé cumpra sua missão de fortalecer toda a cadeia produtiva do café. O Conselho Nacional do Café acompanha de perto cada fase desse processo, defendendo permanentemente um Fundo cada vez mais eficiente, acessível e capaz de atender às necessidades dos produtores, das cooperativas e de todos os segmentos da cafeicultura brasileira”.

Silas Brasileiro também destacou o trabalho desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária na condução do processo.

“Reconhecemos o empenho da equipe técnica da Secretaria de Política Agrícola, que conduziu o credenciamento com transparência, critérios técnicos e segurança jurídica. Esse trabalho oferece previsibilidade ao mercado e permite que as instituições financeiras iniciem os preparativos para a contratação das operações.”

O presidente do CNC ressaltou ainda que a diversidade de instituições credenciadas amplia significativamente o acesso dos cafeicultores ao crédito rural.

“A participação de bancos públicos, privados, cooperativos e cooperativas centrais fortalece a concorrência, amplia a presença do crédito nas regiões produtoras e contribui para que mais produtores tenham acesso aos recursos do Funcafé, um instrumento que há décadas sustenta o desenvolvimento da cafeicultura nacional.”

Como representante de aproximadamente 330 mil cafeicultores, organizados em cooperativas e associações de 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, o CNC reafirma seu compromisso histórico de atuar como guardião do Funcafé, acompanhando todas as etapas relacionadas ao Fundo, desde a definição de seus recursos e linhas de financiamento até sua efetiva operacionalização pelas instituições financeiras.

A entidade continuará acompanhando o próximo passo, que é a assinatura dos contratos, para que os recursos sejam disponibilizados ao setor no menor prazo possível. Segundo o MAPA, a expectativa é que o desembolso dos valores aos agentes financeiros aconteça ainda em julho, contribuindo para a competitividade, a sustentabilidade e o fortalecimento da cafeicultura brasileira, uma das atividades mais relevantes para o agronegócio nacional e para a geração de emprego, renda e divisas para o País.

Sobre o Funcafé 2026/2027

O Funcafé terá R$ 7.368.712.499,00 para atender as principais linhas de apoio à cadeia produtiva do café. A maior parcela dos recursos foi destinada à linha de Comercialização, que recebeu R$ 2,713 bilhões, o equivalente a 37% do total aprovado. Em seguida, estão as linhas de Aquisição de Café — FAC (para sustentação do mercado, visto a sua abrangência de participação de todos os elos da cadeia), com R$ 1,708 bilhão, correspondente a 23%; Custeio, com R$ 1,616 bilhão, ou 22%; Capital de Giro, com R$ 1,150 bilhão, equivalente a 16%; e Recuperação de Cafezais, com R$ 180 milhões, correspondentes a 2% do orçamento.

De acordo com a Resolução CMN nº 5.324, de 30 de junho de 2026, as operações de custeio, comercialização, contratos de opções e mercados futuros, bem como recuperação de cafezais danificados, contarão com taxa de juros de 11,5% ao ano. Já as linhas destinadas à aquisição de café, por meio do FAC, e ao capital de giro para indústrias de torrefação, industrias de café solúvel e cooperativas terão taxa de 13,0% ao ano.

Taxas do Funcafé 2026/2027

Linha de CréditoReferência MCRTaxa efetiva de juros de até (% a.a.)
CusteioMCR 9-211,5% a.a.
ComercializaçãoMCR 9-311,5% a.a.
Contratos de Opções e Mercados FuturosMCR 9-511,5% a.a.
Recuperação de Cafezais DanificadosMCR 9-711,5% a.a.
FAC – Financiamento para Aquisição de CaféMCR 9-413,0% a.a.
Capital de Giro para Indústrias e CooperativasMCR 9-613,0% a.a.


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