
A semana do mercado de café está se encerrando em movimento de queda brusca nos preços. O avanço da colheita no Brasil se apresenta como o fundamento mais relevante no mercado internacional no momento.
O contrato setembro/26 em Nova York, o mais líquido, fechou ontem (16) em baixa de 4,33% (1.141 pontos), a 12,60 centavos de dólar por libra-peso. Na semana, o acúmulo de perdas foi de 6,48% (2.165 pontos).
No mercado de café robusta da Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), os futuros seguiram caminho de baixa nesta quinta-feira. Setembro/26 apresentou desvalorização de 2,91% (114 dólares), fechando a 3.797 dólares a tonelada, com encerramento semanal de queda de 1,43 (55 doláres).
O dólar à vista encerrou a sessão de ontem em alta de 0,40%, a R$ 5,0990. A moeda americana recuou 2,20% na semana.
A Climatempo informa que os dias têm sido marcados pela atuação de um bloqueio atmosférico sobre o Atlântico Sul impede o avanço de instabilidades e mantém o predomínio de sol em grande parte do Centro-Oeste, do interior do Sudeste e também no Paraná e Santa Catarina. “O fenômeno, no entanto, não abrange todo o Sudeste. Áreas do Espírito Santo, do leste de Minas Gerais e parte do litoral do Rio de Janeiro continuam recebendo maior influência da circulação marítima, o que favorece mais nebulosidade e temperaturas menos elevadas”, ponderou a meteorologia. “O aquecimento é mais evidente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, oeste e norte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e parte de Mato Grosso”, acrescentou.
Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, informaram que os preços do café arábica e robusta recuaram ontem. As negociações foram encerradas a R$ 1.706,75 por saca e a R$ 1.092,56 por saca, com variações semanais negativa de 0,91% e positiva de 0,44%, respectivamente.
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